Enquanto escrevo este pequeno desabafo, ouço os desafinos insuportáveis da “cantora” Katy Perry. Não se trata de tolo conservadorismo artístico, como se pode observar nas teses de Adorno, mas uma simples questão de consideração: com tanto dinheiro no bolso, não doeria investir uma pequena parte a aulas de canto, sua principal ferramenta de trabalho.
Por que, você se pergunta, Katy Perry, assim como uma parcela bastante substancial dos artistas pop, não investem pesado em aprimoramento profissional, bem como nós, pobres trabalhadores e estudantes assalariados, fazemos? Porque não se importam com o público. Nem um pouco. Desde que os brilhantes produtores continuem a camuflar suas imperfeições preguiçosas e desde que muitos continuem a consumir, pouco importa.
Katy Perry acaba de dizer, por exemplo, que “ama o Brasil”, logo após vestir nossa bandeira nacional em versão glitter. Será? A banda Restart certa vez disse, durante show em Cuiabá: “Mato Grosso do Sul, eu te amo!”. Sequer sabiam onde estavam, tampouco se importavam. Por que acreditaria na Katy Perry? Todos dizem a mesma coisa. Assim como discursos políticos ensaiados.
Sei que verei, sem qualquer esforço, milhares de tweets e recados no Facebook de mancebos e mancebas dizendo maravilhas sobre tudo, contaminados mais pela energia do momento do que pela performance. Para minha infelicidade, não me contentaria por tão pouco.
Que bom que você ama o Brasil, Katy Perry. Pena não poder dizer o mesmo sobre você.
Um engraçadinho desconhecido modificou diversas informações contidas no artigo do famoso ator e músico britânico Christopher Lee. Segundo o piadista, Lee tinha casos com um organizador de festas gays com sauna, além de ter realizado bicos como stripper e dançarino burlesco.
Parece que os membros sérios da Wikipédia já repararam as informações. Acontece, no entanto, que sou um rapaz muito danado e guardei as imagens para vocês. É só clicar na imagem para ampliá-la.
Este vídeo de Felipe Neto diz tudo e um pouco mais do que eu penso sobre um de meus prediletos temas. De uma maneira menos rebuscada, é claro.
Apenas acho que ele deveria ter estudado um pouco mais sobre o tema. Apesar de vários produtos importados serem produzidos na Zona Franca de Manaus, grande parte dos lucros são direcionados à matriz. As indústrias brasileiras que produzem, não apenas embalam e entregam, como neste caso da Zona Franca, seriam severamente prejudicadas – e são. É por isso que a ALCA nunca se firmou, e provavelmente nunca se firmará, como bloco econômico.
Outra coisa é essa historinha de reunir assinaturas e entregar à Dilma Rousseff. Por que não andar de cueca pelas ruas, carregando placas com dizeres imperativos? Queimar discos piratas em praça pública, talvez? O circo só funciona para os políticos. Nunca para o proletariado.
Trata-se de um sistema robusto, de acabamento muito bom e excelente qualidade sonora para praticamente todas as finalidades.
Nota: 9,0
Krator Neso 02 N2-21030
Encantado com o design imponente do equipamento, visitei uma das várias lojas do Centro carioca. O acabamento em madeira acinzentada do corpo, bem como a colocação suavemente alaranjada dos speakers, garantem boa combinação de cores tanto em computadores pretos como em brancos. Infelizmente, não há outras opções de cores para os que preferem algo ainda mais neutro ou espalhafatoso.
Assim que cheguei em casa, comecei imediatamente a retirar todos os componentes de suas embalagens. Fiquei contente com o cabeamento de ótima qualidade que garante boa anulação de quaisquer interferências com outros eletrônicos. Gostei também do fato de haver um cabo extra de 3,5mm para plugar o equipamento a qualquer reprodutor de MP3 - perfeito para quem estiver planejando realizar uma festa em casa. A única coisa que não me foi tão conveniente é que o controle de volume, grave e agudo fica na caixinha de som direita, pois tenho o costume de colocar os agudos na parte superior de meu móvel para PC para uma melhor acústica. Apesar de esta ser uma característica “conveniente” de acordo com a fábrica, parece que não irá agradar a todos.
Após a montagem descomplicada, decidi experimentar a fidelidade do sistema ao som da coletânea EBM Extreme Sünderfall (recomendo aos fãs de música eletrônica). A pureza do som é inquestionável, visto que não houve qualquer distorção. O desempenho do equipamento para games é muito bom, havendo uma satisfatória reprodução de elementos sutis (passos, vento etc), como verificado em Amnesia: The Dark Descent e Counter-Strike: Source. No entanto não chega a substituir a precisão de um bom fone de ouvido.
Apesar da falta de opções de cores para uma melhor customização, o sistema de áudio Neso 02 da Krator é forte, cristalino e passa credibilidade por conta de sua feitura caprichada. Os interessados em transformar seus quartos em uma pequena boate exclusiva não devem deixar de lado esta sugestão que briga com as marcas mais famosas do mercado.
Características gerais:
Acabamento em madeira, com peças em MDF com 9mm de espessura
Potência de 30 Watts RMS
Auto-falantes de 2,5”, subwoofer de 5,25”
Entrada auxiliar para plugue de 3,5mm, para suporte a iPod e outros players de MP3
Assisti a uma notícia no Jornal Hoje que me deixou preocupado. Atualmente, apenas quem compra produtos pela internet tem o direito de se arrepender de realizar suas compras em até sete dias, a fim de ser ressarcido. No entanto, um projeto de lei pretende ampliar este direito ao comprador de lojas físicas. Trata-se do projeto de lei 5.995/09, do deputado Antônio Bulhões (PRB-SP).
Uma das condições é que o cliente devolva o produto sem que a embalagem esteja violada e que o produto esteja exatamente como foi adquirido. O motivo é que o consumidor pode ser levado ao equívoco devido à propaganda empregada no processo de vendagem.
O que Antônio Bulhões não parece ter notado é que, ao contrário das compras em loja física, as “vitrines” virtuais não permitem uma maior aproximação do produto ao consumidor, razão pela qual a chance de arrependimento de compras pela internet é, naturalmente, maior.
Com relação aos CDs, DVDs e discos Blu-Ray, como a lei funcionaria? Poderia comprar um disco de música ou de um game qualquer, por exemplo, digerí-lo por completo, arrepender-me de ter perdido meu tempo com o material e devolvê-lo da maneira que fora adquirido? Talvez fazer uma cópia pirata, podendo publicá-la em sites de torrent?
Parece que este projeto de lei não ajudará de jeito nenhum a reduzir a pirataria. Ou a satisfação do consumidor. Ou nenhum dos dois.
Pela primeira vez em minha vida, resolvi ir às ruas, acompanhado de minha noiva e de alguns amigos nossos, para tentar brincar o carnaval carioca pela Zona Sul do Rio. Cheguei à Ipanema por volta de três de tarde. A sensação de ser folião de primeira viagem em meio ao caos carnavalesco carioca, razão pela qual turistas de todo o mundo se surpreendem conosco – seja no bom ou no mau sentido – não foi particulamente boa. Para minha sorte, meus amigos concordam comigo, então, não corri o risco de passar por chato na situação.
O cheiro de urina estava muito forte, sinal de que muitas pessoas ainda não aprenderam a usar o troninho. Fora, é claro, o cheiro considerável que os foliões bêbados (que são muitos!) espalham ao banharem civis inocentes com suas beveragens de quinta. Mas a maioria não o faz por mal. Não que se lembre.
Não acreditem na história de que carnaval é só folia, é só alegria. É mentira. Eu e meu grupo fomos atropelados violentamente inúmeras vezes por pura falta de educação. Pelo menos umas vinte vezes (estou chutando por baixo, juro). Levo em consideração que a quantidade de pessoas era muito grande, que era necessário impor-se de vez em quando para conseguir avançar alguns metros. Mas sem ferir os direitos humanos.
Conhece aqueles rapazes de menos de 18 anos, ratos de academia, que adoram malhar os braços e o “tanquinho”, mas esquecem de cuidar das pernas e do bumbum? Eles são os responsáveis por grande parte das dores de cabeça nos carnavais. Geralmente sem camisa e utilizando um dialeto “surfistês”, gostam de se exibir (às vezes se esfregar) para qualquer moça próxima, esteja ela ou não acompanhada. Para minha sorte, um desses elementos abordou minha morena e uma amiga minha à moda “gangsta” (com o peito bem estufado, como um avestruz, e as asas bem abertas). Retribuí o favor. Graças ao meu autocontrole às meninas terem me segurado, não parti para a ignorância. Afinal, carnaval é época de folia! Certo?
Mais ou menos errado. Muita gente sequer conseguia se colocar enquanto indivíduo em meio à sacanagem. Percebam – e isso também vale para o Réveillon – que muita gente tenta se inserir no contexto, mas não consegue. Ficam aqueles olhares perdidos, horrorizados em busca de um pequeno espaço dentro daquele bloco de rua, daquele barzinho que nunca se esvazia. Porque não existe nenhuma possibilidade de você chegar perto dos trios elétricos ou entrar nos barezinhos se não tiver chegado muito cedo.
Dentro de casa, posso usar meu banheiro à vontade, chamar meus amigos, pedir comida, ligar os controles de jogo de meu computador e garantir meu divertimento com responsabilidade e segurança. Esse é o meu carnaval. Boa sorte aos que se põem às mãos dela.
Tenho de confessar: as mudanças em minha vida tomaram uma proporção tão grande que acabei perdendo muito tempo dando foco ao que não devia. Como bom musicista, não poderia deixar de apresentar uma dedicatória às lições que me foram ensinadas através de uma melodia à altura.
Agora que o papo entre paciente e leitor chegou ao fim, fiquem com Porcupine Tree em Time Flies. Uma das bandas mais brilhantes da atualidade em um de seus trabalhos mais sólidos.
Esta é a primeira resenha que escrevo sobre games em meu blog. Apesar de o foco desta página sempre ter sido música e informações culturais, vejo-me na obrigação de trabalhar com toda a atenção devida os títulos merecedores de destaque no mercado de diversões eletrônicas (sem deixar de lado, é claro, meu dever como apaixonado por música, incorporando-o em minhas análises). Embora tenha realizado um trabalho semelhante no Gamespot (em inglês), decidi criar algo mais completo aqui.
Certo! Vamos ao trabalho.
Visão Geral
Muitos jogadores da nova geração de gamers certamente olharão para Gemini Rue com certo desprezo, devido aos seus gráficos de “baixa resolução”. No entanto, veteranos do gênero certamente sentirão-se em casa. Apesar de alguns detalhes que poderiam ter recebido mais atenção, trata-se de um jogo muito bem feito, de história envolvente e criativa, que certamente deixará boas lembranças.
Trata-se de uma produção independente liderada por Joshua Nuernberger, responsável por grande parte do processo de feitura que levou dois anos para sua conclusão. O resultado final é a prova de que o mercado “indie” de games não só possui produtos de grande qualidade, como é capaz de enfrentar – ou mesmo superar – em diversos aspectos obras de grandes produtoras.
Apesar da qualidade gráfica retrô, que lembra os grandes clássicos de aventura point-and-click (como The Dig e Full Throttle), diversos pontos da produção de Gemini Rue tornam o título mais próximo da atualidade do que se imagina.
História
Gemini Rue pode ser caracterizado como uma experiência neo-noir científica, ambientada em um futuro não tão distante, no qual as ações de grandes grupos criminosos coloca a identidade humana em constante risco. O policial e ex-assassino Azriel Odin encontra-se nas ruas chuvosas de uma cidade do planeta Barracus em busca de um antigo amigo, Delta-Six, um prisioneiro sem nome que teve sua memória apagada por conta de seu passado negro.
A maneira como as histórias de Azriel e Delta-Six se entrelaçam é envolvente, chegando a um ponto em que o jogador poderá escolher livremente com qual dos dois jogará. Conforme a história avança, a relação entre ambos torna-se cada vez mais próxima, que certamente surpreenderá o jogador no final.
O jogador tem a opção de repetir a experiência através do modo “Director’s Commentary”, no qual o próprio Nuernberger conta sobre os detalhes por trás de cada elemento do game. Esta opção transpira todo o respeito e cuidado do criador por sua criação e não deve passar despercebida.
Gráficos
Todos os jogadores da geração de 1990 certamente se afogarão em nostalgia com Gemini Rue. As animações são muito bem feitas, não deixando absolutamente nada a dever em comparação com os grandes clássicos do gênero. Os efeitos de chuva e iluminação receberam grande atenção e os cenários, em geral, foram extremamente bem desenhados.
É possível executar o game tanto em monitores CRT (4:3) como em Widescreen (16:9 e 16:10), ponto a favor do uso da engine Adventure Game Studio. Infelizmente, Gemini Rue não é compatível com Direct3D (apesar de a opção estar presente nas configurações), o que poderia acrescentar alguns filtros gráficos interessantes.
O problema é que alguns ítens importantes para avançar no jogo são difíceis de serem visualizados devido ao seu tamanho e à baixa definição; no entanto, não se trata de um revés comum, mas algo que poderá causar certo incômodo em algumas poucas circunstâncias.
Desconfie de todos.
Jogabilidade
Grande parte dos comandos em Gemini Rue são executados pelo mouse, como andar, interagir com pessoas e combinar objetos, embora seja necessário utilizar o teclado para mover certos objetos.
As cenas de combate são controladas exclusivamente pelo teclado, utilizando as comuns teclas WASD. Para os brasileiros, que tem o costume de usar teclados QWERTY, isso não é problema algum; todavia, jogadores de países que utilizam teclados AZERTY e outros layouts não ficarão tão felizes, uma vez que não há como customizar os comandos. No mais, o combate é muito simples e não requer muita prática.
Som
Este é um dos pontos fortes desta produção e merece atenção especial por ser independente. O som ambiente é muito bem feito e leva vida a todos os cenários. É impressionante a forma como o som das chuvas é percebido dentro de prédios, como o ruído de máquinas se misturam com os de outras conforme o personagem muda sua localização. Esses detalhes são normalmente ignorados por boa parte dos games.
A trilha sonora, composta por Nathan Allen Pinard, é excelente e se encaixa com maestria com a atmosfera do game. No entanto, alguma polêmica se deu em relação à constância das músicas; em diversos fóruns de discussão, alguns jogadores comentam que a trilha sonora é pouco presente no game, enquanto outros defendem que ela cumpre seu papel na imersão com competência.
O voice acting (trabalho de locução dos personagens) é simplesmente excelente e surpreende por estar presente ao longo de toda a experiência. Os personagens principais se destacam, embora os secundários não decepcionem. O custo da dublagem para videogames é um dos mais elevados do mercado, dado este que merece especial consideração devido às limitações financeiras e humanas envolvidas nesta criação.
Conclusão
Gemini Rue é um título obrigatório aos fãs do gênero point-and-click, não só pela história que se mostra excelente do começo até seu inesperado desfecho, mas por ter alcançado, com todas as limitações que enfrentou durante sua lapidação, a forma de uma produção preocupada com detalhes ainda pouco observados. Se você torce o nariz para os gráficos, tenha certeza de que há muito mais por trás de Gemini Rue do que um olhar supercifial será capaz de absorver.
Interessado em saber mais sobre o game, talvez comprá-lo? Acesse Wadjet Eye Games.
Faz tempo que não posto nada; sendo assim, nada melhor que ressurgir das cinzas trazendo algo bastante insano. Em resumo, a banda possui sonoridade bastante semelhante ao grupo Rammstein e clipes de gosto extremamente duvidoso.
Não se acanhem, pois o som é de primeira. Fiquem com Knorkator em Buchstabe.
Sensacional! Um rapaz gravou um pequeno vídeo tocando trechos, em versão Heavy Metal, das músicas Poker Face, Bad Romance e Paparazzi, da cantora Lady Gaga.
Madeixas super bem tratadas de Slash e rosto de cortador de cana de Kirk Hammett. Um verdadeiro Frankenstein.
Tenho 25 anos, sou (quase) formado em Jornalismo pela FACHA, músico e escritor. Trabalhei no Centro de Educação Ambiental (CEA) do Jequiá, no jornal Ilha Notícias e na Rádio Tupi. Faço parte da banda carioca Automáticos, que tratá muitas surpresas para vocês em breve.
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